Amas, creches e jardins-de-infância

É muito comum haver divergências entre os pais e as pessoas ou instituições que cuidam da criança durante o dia no que se refere à alimentação.

Aquilo que para si é o correto nem sempre fará sentido para outras pessoas ou será possível colocar em prática em instituições. Pessoas que já “criaram” os seus filhos ou que são de uma cultura diferente podem ter ainda mais dificuldade em compreender o seu ponto de vista. Os conhecimentos sobre alimentação saudável evoluem rapidamente e os hábitos alimentares variam de cultura para cultura.   

 A sua criança pode passar mais tempo aos cuidados destas pessoas ou instituições do que consigo e a melhor forma de lidar com estas situações é falarem abertamente sobre elas. Sem envolverem a criança nisso.

Na sua casa, as amas devem compreender que a alimentação da criança será aquela que foi determinada pelos pais. As sugestões são bem-vindas, mas qualquer possível alteração dos alimentos oferecidos ou da forma como são oferecidos deve ser conversada antes consigo.

Explique calmamente a importância de cada uma das instruções que dá. Por exemplo, há pessoas que gostam de oferecer rebuçados para a criança como forma de demonstrar carinho e conquistá-la. Explique que não quer que a sua criança se habitue a comer rebuçados porque podem causar cáries, que só permite rebuçados em dias de festa, e que uma brincadeira ou uma história vão deixar a criança igualmente feliz.   

Fora da sua casa, nas creches ou jardins-de-infância ou na casa de uma ama, informe-se sobre as rotinas de alimentação e sobre a forma como os alimentos são oferecidos. Se a alimentação é preparada no local, tenha em atenção os cuidados de higiene e peça para ter acesso à ementa semanal. 

Caso discorde de alguns destes aspetos, converse com os responsáveis. Juntos podem analisar a situação e fazer melhorias.  Por exemplo, há creches onde é frequente a oferta de bolachas no decorrer do dia. Explique que não gosta que a sua criança se habitue a comer fora de horas porque isso interfere com o seu apetite para as refeições. Deve haver uma rotina de refeições e um local apropriado para comer, mesmo que os pequenos lanches sejam servidos na sala de aula. Diga ainda que prefere que o seu filho coma fruta se sentir fome entre as refeições.  

As refeições levadas de casa são uma alternativa, mas não estão livres de causar situações indesejáveis. A comparação e as trocas entre colegas são frequentes. Já o acesso fácil às lancheiras pode levar às crianças a petiscarem entre as refeições.

Haver orientações para os pais com informações básicas sobre alimentação saudável e dicas sobre o que colocar e o que não colocar na lancheira pode ajudar bastante. É necessário ainda haver regras relativamente aos horários das refeições e às trocas entre amigos. Há algumas instituições que proíbem a troca de alimentos.   

Dica…

Envolva a criança na preparação da sua lancheira. Isso vai ajudá-la a apreciar mais o que leva para comer!