De que consiste o tratamento da obesidade infantil?

O tratamento da obesidade infantil foca-se nas mudanças de hábitos de alimentação, atividade física e sono da família e não no peso da criança.

As mudanças de hábitos são muito difíceis de alcançar e manter. Para as conseguir é essencial que todas as pessoas importantes da vida da criança estejam envolvidas, principalmente através do exemplo. Para a criança, aquilo que um adulto faz é muito mais importante do que aquilo que diz. Será muito difícil para a criança aceitar, por exemplo, que não deve petiscar fora das refeições se as outras pessoas a sua volta, como pais, amigos e educadores, o fazem frequentemente. Assim, as mudanças de hábitos devem ser seguidas por todos, independentemente de terem excesso de peso.

Os pais têm um papel fundamental no tratamento da obesidade da criança. Devem ter a noção de que é um tratamento longo, que vai exigir muita determinação e motivação e vai passar por altos e baixos. Muitas das medidas tomadas deverão ser mantidas durante toda a vida. Isso é, certamente, um enorme desafio.

É importante lembrar que o tratamento da obesidade infantil nunca deve ser iniciado nem continuado sem a avaliação e o acompanhamento médico. É também essencial o envolvimento de outros profissionais especializados como enfermeiros, nutricionistas ou dietistas, psicólogos e especialistas em desenvolvimento e atividade física.    

Contrariamente ao que se passa com o adulto, o tratamento da obesidade na criança raramente tem como objetivo a perda de peso. Pretende-se que a criança cresça em altura e que mantenha o peso ou, pelo menos, aumente pouco. Para isso, a criança deve consumir um pouco menos de energia através dos alimentos do que aquela que gasta com o seu crescimento, com o seu metabolismo e com as suas atividades diárias. É um processo lento, que pode durar um ou mais anos.

Somente em alguns casos mais graves é recomendada uma restrição um pouco maior da alimentação. Restrições alimentares severas não são recomendadas.

O que se pretende ao intervir durante a infância é educar!

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